Sábado, 15 de Maio de 2010

Martin Munkacsi

Martin Munkacsi nasceu em Kolozsvar, na Hungria, em 1896.
Até 1928, altura em que se mudou para Berlim, trabalhou como fotógrafo desportivo no seu país natal.
A sua estadia na Alemanha durou apenas seis anos uma vez que, de forma a fugir ao regime Nazi, teve que partir para Nova Iorque em 1934.
Apesar de ter sido curta, a sua passagem pela Alemanha revelou-se proficua uma vez que colaborou com publicações como a Berliner Illustrierte Zeitung e a Die Dame.
No entanto foi já nos Estados Unidos que Munkacsi atingiu o seu auge trabalhando para as renomeadas Harper's Bazaar e Life.

Martin Munkacsi quebrou algumas "regras" uma vez que tinha o hábito de fotografar os seus modelos fora do estúdio contrariando aquilo que era a norma na época.
Também marcou a diferença ao escrever um dos primeiros artigos ilustrados sobre a fotografia de nús.
Outra das suas grandes facetas foi o retrato tendo sido um dos mais importantes retratistas de Hollywood da sua geração.

O melhor exemplo para ilustrar a importância que Munkacsi teve no mundo da fotografia é o facto de Richard Avedon, na altura uma criança, ter as paredes do quarto "forradas" com as suas fotografias.
Para Avedon, Martin Munkacsi foi assumidamente uma referência, tendo mesmo partido de imagens do seu idolo para a realização de alguns dos seus trabalhos.

É em 1963 que Munkacsi morre na completa pobreza tendo sido totalmente esquecido pelo mundo.











Domingo, 2 de Maio de 2010

Brassai

Brassai (Gyula Halász) nasceu em 1899 em Brasov, na época pertencente à Hungria, actualmente faz parte da Roménia.
Foi um estudante de arte em Budapeste tendo mais tarde, em 1920, partido para Berlim. Em 1924 uma nova mudança, desta feita para Paris, onde nasceu o seu interesse pela fotografia.
Fui depois de conhecer Atget e Kertész que vieram as primeiras fotografias tendo publicado "Paris de nuit" em 1933. O seu trabalho chamou a atenção e em 1930 estava a fotografar para a a prestigiada Harper's Bazaar fotografando figuras públicas de peso.

Brassai não tentou nunca estabelecer teorias ou sequer encontrar respostas através da fotografia. Para ele o momento era tudo e limitou-se a registar momentos soltos que representavam a experiência humana em toda a sua simplicidade.
Foi em Paris, cidade intimamente ligada aos eu trabalho, que Brassai encontrou o seu caminho para a fotografia. A noite de Paris foi o seu habitat natural e onde captou alguns dos seus mais importantes registos.

As suas composições não eram de todo espontâneas e Brassai fazia do uso do tripé e do flash uma regra. Ainda assim no seu trabalho, Brassai, conseguiu de uma forma única captar a atmosfera da cidade e dos seus habitantes.

Brassai desiste da fotografia em 1960 tendo aí também terminado a sua ligação à Harper's Bazaar.
Pelo meio, em 1954, um dos seus filmes, "Tant qu'il y aura des bêtes", foi premiado no Festival de Cinema de Cannes.

Em 1978 Brassai viu ser-lhe atribuído o Prémio Nacional de Fotografia em Paris e seis anos volvidos deu-se a sua morte em Beaulieu-sur-Mer.
O Centro Georges Pompidou de Paris prestou-lhe uma homenagem em 2000 apresentando uma grande retrospectiva do seu trabalho.











Quinta-feira, 22 de Abril de 2010

W. Eugene Smith

W. Eugene Smith nasceu em 1918 no estado do Kansas, em Wichita.
Como tantos outros grandes nomes começou na fotografia quase que por acaso ilustrando alguns jornais locais com imagens suas.
A sua mudança para Nova Iorque em 1937 constituiu um passo decisivo na sua carreira uma vez que foi aí que começou a trabalhar para o Newsweek e dois anos mais tarde para a revista Life.

Na vida de W. Eugene Smith a guerra teve um papel preponderante uma vez que aconpanhou a ofensiva americana sobre o Japão até que em 1945 saiu ferido de Okinawa.
Entre 1947 e 1954 produziu algumas séries que de certo modo revolucionaram o fotojornalismo na época, tais como "Country Doctor", "Spanish Village" ou "A man of mercy" dando-se o seu regresso ao Japão em 1972 por forma a documentar o desastre ecologico de Minamata em mais um excelente trabalho.
De regresso ao EUA foi-lhe atribuido o prémio Robert Capa Gold Medal (1975) e durante os três anos seguintes leccionou na Universidade do Arizona até ao ano da sua morte, em 1978.

Na sua carreira são muitas as fotografias de nomeada, entre elas, "The walk of paradise garden", um dos seus mais icónicos registos, foi escolhida para fechar a exposição "The Family of Man" que decorreu no MoMA em NY em 1955.
Essa exposição é considerada um dos mais importantes momentos na história da fotografia tenho reunido 503 trabalhos de entre 273 fotógrafos de todo o mundo.
Como foi referido anteriormente, Smith foi atingido por uma granada que resultou em 32 operações e 2 anos hospitalizado e foi precisamente no período de convalescença que "The walk of paradise garden" foi registada sendo as duas crianças na foto os seus filhos.
Nesta imagem, para lá da brilhante composição, existe uma mensagem muito forte que é passada...uma mensagem de esperança na Humanidade, pela mão de duas crianças que caminham na direcção da luz.
Tendo em conta o contexto e o momento em que foi registada esta fotografia (pós-Guerra), esta mesma mensagem ganha uma força e vitalidade ainda maiores, sendo hoje em dia uma das imagens mais importantes da História.











Domingo, 18 de Abril de 2010

Robert Doisneau

Nascido em 1912, Robert Doisneau desde cedo se iniciou no mundo da fotografia, quando tinha apenas 17 anos.
Começou por trabalhar para a fábrica da Boulogne-Billancourt Renault tendo feito alguns projectos em fotografia industrial e de publicidade.
Passados alguns anos decidiu começar uma carreira como freelancer fazendo trabalhos para a agência RAPHO até que despoletou a guerra para a qual foi destacado para lutar pelo exército francês.

Entre de 1949 a 1951 fotografou para a Vogue, época em que participou numa exibição conjunta no famoso MoMA (Museum of Modern Art).
No livro "La Banlieue de Paris", de 1948, Doisneau espelha bem a sua paixão pela cidade da luz, um dos principais temas de todo o seu trabalho.

Robert Doisneau mostrou-se sempre ao longo da sua vida um apaixonado por coisas simples e banais e é isso mesmo que mostram as suas imagens.
Mais do que fotografar grandes momentos, Doisneau foi um fotógrafo do quotidiano, do dia a dia, do pequeno momento...do simples gesto.
As suas fotografias foram o palco perfeito para crianças e casais apaixonados pois era isso que Doisneau procurava...a felicidade e o afecto.

E foi num desses momentos apaixonados que Doisneau registou uma das suas mais famosas fotografias - "Le Baiser de l'Hotel de Ville".
Como em tantas outras fotografias também nesta Robert Doisneau registou o momento intimo de um casal...um beijo em plena Paris...um instante em que para os amantes na imagem, o mundo parou...e esse click ficou para sempre na memória colectiva de todos aqueles que gostam de fotografia.

A melhor forma que eu, pessoalmente, encontro para definir Robert Doisneau é dizendo apenas que foi o fotógrafo da vida...tão somente isso...










Sábado, 10 de Abril de 2010

Robert Capa

Robert Capa, de seu nome de nascença Andre Erno Friedmann, nasceu na Hungria em 1913.
O seu nome começou a ser conhecido através das suas fotos sobre a Guerra Civil Espanhola.
Após essa série sobre a referida guerra foi destacado para cobrir a Segunda Grande Guerra em trabalho para a Life e para a Collier's.

Escolhi Robert Capa para iniciar este blog essencialmente por duas razões, a saber: o seu trabalho é de facto fabuloso e foi ele, conjuntamente com outros três fotógrafos de renome que mais tarde serão também aqui abordados, que fundou a Magnum Photos.
Com o seu estatuto sempre a crescer Robert Capa tornou-se fotógrafo não só de guerra mas também retratista de celebridades.

A sua fotografia mais conhecida tem por nome "The Falling Soldier" e mostra o momento em que um soldado espanhol (Federico Borrell Garcia) foi atingido por uma bala, fatalmente.
Como em tantos outros casos, esta fotografia gerou bastante polémica uma vez que foi apontada como uma encenação. No entanto essa teoria viria a ser desmentida tempos mais tarde após algumas investigações mais profundas provaram a autenticidade do momento capturado por Capa.

Robert Capa foi um homem de extremos e é dele a famosa frase "If your pictures aren't good enough, you're not close enough" que mostra bem a sua paixão pela arte de fotografar.
Aos 41 anos de idade Capa morre acidentalmente devido à explosão de uma mina quando este se encontrava no Vietname, deixando para trás um importante legado no mundo da fotografia, quer através dos seus negativos, quer com a criação da Magnum Photos.








Todas as fotografias têm os seus direitos reservados (Copyright © Robert Capa/ Magnum Photos)

Terça-feira, 6 de Abril de 2010

E para começar...nada como um post em "branco"...
Aceitam-se apostas...quem será o primeiro grande nome a figurar neste espaço?
Confesso que ainda  nem eu sei quem escolher dadas as imensas possibilidades...
Uma coisa podem estar certos...será com certeza um dos Grandes Fotógrafos do Mundo!!!!